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Maior tabela periódica do Brasil, com 14 metros, é instalada no campus I

05/09/2019

Em 2019, ela completa 150 anos. Dividida em colunas e faixas horizontais, apresenta 118 elementos, 92 encontrados na superfície terrestre e outros sintetizados em laboratório. Já sabe o que é? Trata-se da Tabela Periódica, proposta em 1869 pelo russo Dmitri Mendeleev (1834-1907).

Para comemorar o feito, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) e a Unesco proclamaram este ano como o “Ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos”, em tradução livre. A ideia é “aumentar a sua consciência global e a educação em ciências básicas”, conforme comunicado oficial da ONU. Por essa razão, inúmeras celebrações serão realizadas ao redor do mundo.

Para reforçar essa ação no CEFET-MG, uma comissão, presidida pelo professor do Departamento de Química do campus I (Belo Horizonte) Breno Galvão, propôs um painel em forma de tabela periódica nos vidros do prédio principal, instalado nessa segunda-feira (2). As dimensões impressionam: são 14 metros de comprimento por 7 de altura. De acordo com os registros da Sociedade Brasileira de Química, é a maior do Brasil.

O professor Breno explica que a tabela de Mendeleev apresentava à comunidade científica um trabalho sobre as propriedades dos elementos químicos em função dos seus pesos atômicos, de maneira organizada e sistemática. Com o passar do tempo, novos elementos foram introduzidos e a tabela passou a ser organizada em função do número atômico. Mas a sua importância científica permanece inalterada e faz jus às homenagens. “A tabela periódica fornece uma linguagem comum para todas as ciências, e é importante para qualquer área. É uma linguagem universal para as Ciências”, explica.

Além do painel, o departamento tem previsto para a 15ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do CEFET-MG uma semana da química. Na abertura, prevista para o dia 22 de outubro, o professor Breno vai proferir a palestra “A história da química e o ano internacional da Tabela Periódica. ”

Você sabia?

O plutônio (Pu) é o elemento mais perigoso da tabela periódica, segundo o Guinness Book (livro dos recordes). Ele é usado para bombas atômicas e é altamente radioativo. Fonte: Superinteressante

Há pesquisas para desenvolver novos elementos químicos. Quando criados, mesmo que por frações de segundo, os dados sobre os novos elementos são levados para a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC). A IUPAC valida os experimentos e inclui os novos elementos na Tabela Periódica. Fonte: Minas Faz Ciência

Os elementos Índio (In) e Hélio (He) estão sendo usados de forma desenfreada pela indústria e podem desaparecer em 20 anos. O In é usado na produção de telas touch screens para celulares e computadores. E o He em ressonâncias magnéticas. Fonte: Galileu.

Notícia atualizada em 06/09/2019, às 11h52

Redação – Secretaria de Comunicação Social/CEFET-MG