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Software é capaz de diagnosticar casos de dengue e Zika

11/01/2019

Estudantes e professora do CEFET-MG desenvolveram um software capaz de informar a probabilidade de ocorrência da dengue, Zica e chikungunya em cada indivíduo. A ideia é possibilitar um diagnóstico mais rápido e preciso para que haja agilidade no atendimento dos pacientes com a suspeita das doenças. “O assunto é muito relevante, pois é um caso de epidemia vivenciado em muitas cidades do país. Um caso de saúde pública”, destaca a professora Juliana Neves que trabalha com o projeto “Software para diagnóstico da dengue, Zika e chikungunya: informações, sintomatologia e epidemiologia” com os estudantes do campus Leopoldina Gabriel Ferreira e Douglas Rubim.

O tema surgiu em sala de aula quando foi realizado um estudo sobre o número crescente de pessoas contaminadas com dengue. Alguns estudantes do curso de Informática foram desafiados com a possibilidade de criação de um software que fosse capaz de indicar uma probabilidade do indivíduo estar ou não contaminado com a doença. “O passo seguinte foi entrevistar pessoas e profissionais ligados à área da saúde (postos e hospitais). Conseguimos uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Ubá-MG que nos orientou e disponibilizou informações cruciais para a montagem do banco de dados”, detalha a professora.

O software está em fase de testes, mas o funcionamento é realizado por meio do uso da programação e da lógica, que possibilita a realização de tarefas. A professora explica que há uma página inicial de entrada de dados informativos de cada paciente. Na próxima página, estão relacionados alguns principais sintomas. Essas informações foram obtidas por meio de entrevistas com os profissionais da saúde. Depois de respondidas as perguntas, o software irá tratar os dados e como resultado apresentará uma taxa em percentagem de probabilidade de o paciente estar com a dengue. O projeto segue em desenvolvimento para adicionar informações quanto à Zika e a chikungunya.

Segundo a professora, com o software, pretende-se tentar ser mais preciso no diagnóstico e evitar a necessidade do kit para averiguar se o paciente é positivo ou não. “Hoje no Sistema Único de Saúde (SUS), gasta-se muito recurso com a a elaboração de kits para confirmar sobre a dengue positiva. Este é um problema que o SUS, em todo o país, tem enfrentado. Muitos pacientes não são classificados com dengue quando às vezes são indivíduos positivos”, explica a professora Juliana.

O trabalho foi um dos selecionados para apresentação na Febrace 2019 (Feira de Brasileira de Ciências e Engenharia). “Posso dizer que me sinto realizada e com a sensação de estar no caminho certo. Feliz por ser a professora desses estudantes que além do bom desempenho são muito responsáveis e comprometidos. É resultado de um bom trabalho. Alunos e professores alinhados em um único objetivo, transformação pela educação”, ressalta Juliana.


 

Redação - Secretaria de Comunicação Social/CEFET-MG