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Pesquisa avalia poder antioxidante de árvore do cerrado

21/11/2018

A riqueza e a potencialidade do cerrado mineiro vão muito além do que é conhecido comumente no restante do País. Pesquisa desenvolvida no CEFET-MG Curvelo apresenta essa diversidade ao avaliar o potencial antioxidante de diversos extratos da cagaita, árvore nativa frutífera de médio porte. A ação antioxidante tem sido relacionada à proteção do organismo contra os radicais livres, que estão envolvidos em várias doenças degenerativas.

O trabalho foi desenvolvido pela aluna do 2º ano do curso técnico em Meio Ambiente Ingrid Nayara Tameirão, com a ajuda da aluna Eduarda Gontijo Gonzaga e sob orientação do professor Bruno Pádua. Ingrid explica que a escolha da cagaita se justifica por ser uma planta nativa do bioma em que Curvelo está inserido e por ser uma planta usada pela comunidade local. A região do Cerrado Mineiro tem uma abrangência de 55 municípios, localizados nas regiões do Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro.

A pesquisa buscou contribuir com os estudos de plantas que possam aliviar problemas de saúde tanto pelo interesse crescente da população por compostos naturais, como também por medicamentos mais baratos, já que, em geral, os remédios da medicina tradicional possuem valores superiores aos utilizados pela medicina popular. Foram analisados os extratos alcoólico, hidroalcoólico e aquoso da cagaita e a conclusão foi que o extrato alcoólico apresenta maior capacidade antioxidante.

“Avaliação do potencial antioxidante do extrato aquoso, alcóolico e hidroalcoólico de Eugenia dysenterica, planta nativa do cerrado conhecida popularmente como cagaita” foi aprovada como projeto de iniciação científica pelo edital PIBIC-EM CNPq de 2017 e, este ano, foi escolhida como primeiro lugar geral na Semana de Ciência e Tecnologia (C&T), realizada no campus Curvelo de 15 a 20 de outubro.
 

Nova etapa

Além dos benefícios antioxidantes, os pesquisadores acreditam que o efeito fungicida resulte também em uma fonte alternativa e natural contra o uso crescente de agrotóxicos. “Esse projeto já está sendo desenvolvido pela Eduarda. Como a planta de estudo é a mesma, o nosso orientador, professor Bruno, acredita ser importante o trabalho em equipe, pois diferentes ideias possibilitarão uma melhor aplicabilidade dos projetos que desenvolvemos”, avalia Ingrid.

A equipe agora irá testar os extratos da cagaita contra o crescimento do fungo Fusaruim solani, um importante microorganismo que causa doenças em muitas monoculturas.

 

Redação / Secretaria de Comunicação Social CEFET-MG