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Realidade aumentada para facilitar o ensino de química

30/10/2018

As aulas práticas, no laboratório de Química, já são muito importantes para que os alunos consigam assimilar a teoria aplicada na sala de aula. Ainda assim, isso não acontece sem dificuldades. Os alunos, geralmente, são orientados por roteiros e tem dificuldades em abstrair conceitos e conteúdos trabalhados nas aulas experimentais. Quem afirma isso são os estudantes do campus Timóteo Gabriel Scotá (Informática) e Gabriel Moronari (Química), autores do projeto “O uso da realidade aumentada no ensino experimental de química”. O trabalho foi orientado pelos professores Odilon Corrêa e Carlos Eduardo Andrade e premiado com o primeiro lugar geral na Mostra Específica de Trabalhos e Aplicações (META) do campus.

O que os estudantes propõem é o uso da realidade aumentada como uma ferramenta para a educação. Eles criaram um material com sete roteiros de estudo, que apresentam de forma didática os conceitos e instruções para as aulas de laboratório. Com o uso de um dispositivo móvel, os estudantes podem visualizar informações detalhadas de cada substância química, assim como as vidrarias a serem utilizadas no experimento.

Segundo Gabriel Scotá, durante seus dois primeiros anos no CEFET-MG, ele teve dificuldades durante as aulas de química, principalmente em seu segundo ano, quando estudou química aplicada a geometrias 3D. “Foi por meio disso que surgiu a ideia, uma forma de auxiliar a visualização dessas geometrias”, explica o estudante de Informática, que também relata as dificuldades de seus colegas em aplicar a teoria na prática. O projeto, de acordo com Gabriel Moronari, é de baixo custo e fácil aquisição, ou seja, acessível para muitas escolas. O projeto é, ainda, inovador, pois “o aplicativo possibilita a visualização de modo microscópico das reações, aumentando a possibilidade de uma aprendizagem mais concreta”.

A premiação do trabalho na Mostra Específica de Trabalhos e Aplicações (META) representa, para Gabriel Moronari, “uma satisfação enorme, principalmente pelo grande empenho durante o ano”. Para o aluno, o prêmio dará ao aplicativo uma maior visibilidade, o que possibilita que ele seja testado em outras instituições.

Redação – Secretaria de Comunicação Social / CEFET-MG

 

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