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“Desafios para formação educacional de surdos” é tema explorado no CEFET-MG

Tue Nov 07 13:10:00 BRST 2017

Mais de quatro milhões de brasileiros foram convidados, nesse fim de semana, a pensar e a propor alternativas para a inclusão de pessoas surdas nos ambientes de ensino.

Isso porque o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano foi “desafios para a formação educacional de surdos”. A prova, aplicada nesse domingo (5), desafiou os candidatos a praticar empatia e a se colocarem no lugar de quem se comunica por gestos e expressões.

De acordo com o Ministério da Educação, o Brasil conta, atualmente, com 21.987 surdos na educação básica, que necessitam da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para o processo de aprendizagem, direito garantido por lei à comunidade surda. E, apesar dos esforços inclusivos, há uma série de limitações que dificultam a tradução do português para Libras, como expressões de difícil compreensão para quem utiliza apenas os olhos para entender o português.

Atentos a essas dificuldades, os professores do CEFET-MG Vera Lima e Flávio Cardeal desenvolveram uma plataforma digital para apoiar a criação e manutenção de dicionários de termos técnicos-científicos em Libras, chamada SignWeaver. “Essa solução baseia-se no uso de uma abordagem computacional inovadora para a produção de novos sinais (palavras) em Libras, de forma parametrizada, ágil e escalável. Cada novo sinal criado por meio desta plataforma é obtido com o apoio de algoritmos de Visão Computacional e Processamento de Linguagem Natural, os quais são respaldados por teorias linguísticas”, argumentam.

A tecnologia já foi aplicada anteriormente nas áreas de Eletrônica, Química e Desenho Arquitetônico; a expectativa, segundo os idealizadores, é de aplicá-las também nas disciplinas da matriz curricular do ensino médio, como física, matemática, biologia, entre outras.

Atualmente, o programa de aceleração de empresas FIEMG-Lab apoia e colabora com o projeto e os professores anseiam pela efetiva inserção do produto na sociedade. “A tecnologia da SignWeaver está ainda em desenvolvimento e demanda investimentos para que seja finalizada e se torne um produto comercializável. Precisamos de uma organização que leve adiante o projeto, dando maior estrutura financeira e profissional ao mesmo, permitindo, assim, que o problema da escassez de um léxico específico para termos técnicos em Libras seja atacado da forma devida”, complementam.

Para saber

Segundo o Censo 2010, 9,7 milhões de pessoas têm deficiência auditiva no país.

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi reconhecida como segunda língua oficial no país pela Lei 10.436, em 2002.

Apenas em 2017 foi implementada a aplicação de videoprovas do Enem, ou seja, a prova em Libras, um recurso de acessibilidade para a realização do exame por surdos e pessoas com deficiência auditiva.

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Secretaria de Comunicação Social/CEFET-MG

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