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Inspirado em Pokémon GO, aplicativo auxilia no ensino de Biologia

Mon Mar 20 13:48:00 BRT 2017

Lançado em julho de 2016, Pokémon GO rapidamente se tornou o jogo eletrônico mais baixado por usuários de smartphones em todo o mundo, chegando a mais de 650 milhões de downloads. A ótima recepção por parte dos usuários se deu em razão, entre outros motivos, de o aplicativo usar a realidade aumentada (integração entre informações virtuais e mundo real). Usando dessa mesma tecnologia, a dupla Marcela Pinheiro e Ana Carolina Vieira, alunas do curso técnico em Informática da Unidade Leopoldina, criou um aplicativo para ensinar Biologia e vai apresentá-lo na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), de 21 a 23 de março, na Universidade de São Paulo (USP).

Premiado com o primeiro lugar geral na Mostra Específica de Trabalhos e Aplicações (Meta) de Leopoldina no ano passado, o aplicativo, denominado Bio3D, permite ter uma visualização em três dimensões de imagens presentes nos livros de Biologia. De acordo com Gustavo Novaes, professor orientador do trabalho, o aluno poderá ver uma organela (compartimentos com papéis e funções específicos em uma célula) na palma de sua mão, por exemplo. “O aluno pode ainda girar ou aproximar ou, até mesmo, ver os principais detalhes e estruturas da organela. Outro ponto positivo é a inclusão de animação nos modelos presentes no aplicativo”, explica.

Ainda de acordo com Gustavo, com o Bio3D (em breve disponível para smartphones com o sistema Android) dentro da sala de aula, o professor ganha mais uma ferramenta para o ensino. “A ideia do projeto surgiu com o intuito de criar e fornecer, de maneira gratuita, um aplicativo de celular capaz de auxiliar os professores do ensino médio ou fundamental a tornar as aulas destas disciplinas ainda mais atrativas e dinâmicas”, afirma o professor.

Desde a ideia do projeto até o aplicativo pronto e acabado, a pesquisa durou cerca de nove meses. O trabalho foi coorientado pela professora Carla Bonin.

Febrace, experiência marcante

Para o professor Gustavo Novaes, participar da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) como professor orientador era um desejo antigo. Ele, quando aluno do CEFET-MG, entre os anos de 2005 e 2007, participou por duas vezes da Feira, mas esta é a primeira vez como professor orientador. “Hoje percebo quanta diferença essa experiência fez em minha vida. Agora, no papel de orientador, sei o quão importante para as alunas é a participação na Febrace, e fico feliz em poder ter contribuído para a realização dessa experiência. Em termos acadêmicos, elas terão contato com diversos alunos pesquisadores de todo o Brasil e, com isso, diversas experiências, como amizades, aprendizado técnico”, afirma Gustavo.

O trabalho “Desenvolvimento de um aplicativo de realidade aumentada para o auxílio do ensino da Biologia no ensino fundamental e médio” foi um dos selecionados para apresentação na 15ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada de 21 a 23 de março, na Universidade de São Paulo. O CEFET-MG foi a instituição em Minas Gerais com o maior número de trabalhos aprovados no evento.

Secretaria de Comunicação Social/CEFET-MG

 

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