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Dicionário para surdos é premiado na UFMG

Thu Nov 06 16:41:00 BRST 2014
Equipe do projeto durante premiação (FOTO: Diretoria de Divulgação Científica/UFMG) Equipe do projeto durante premiação (FOTO: Diretoria de Divulgação Científica/UFMG)

A inclusão de pessoas com deficiência é um dos desafios no ensino técnico. Para além dos conteúdos comuns à educação básica, a linguagem tecnológica também precisa ser acessível para todas as pessoas. Pensando nisso, a professora Vera Lúcia de Souza e Lima, do Departamento de Engenharia Civil do CEFET-MG, criou o projeto “Construção de dicionários de química, eletrônica, arquitetura e de manual de desenho arquitetônico bilíngue para surdos”. A iniciativa foi premiada com o segundo lugar dos trabalhos de Ensino Médio na 15ª edição do UFMG Jovem.

Vera conta que o projeto surgiu da necessidade de se traduzir termos técnicos para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Palavras comuns no ensino no CEFET-MG, como “pé-direito”, “rodapé” ou “janela de batente”, não possuem correspondentes. Ela percebeu, então, que ensinar pessoas com deficiência auditiva não era uma mera tradução de manuais e livros técnicos do português para Libras: novos sinais teriam que ser criados.

O projeto inclui dois surdos, o voluntário Filipe Vieira Brison, primeiro formando surdo de um curso técnico em eletrônica do País, e a bolsista Gleycielle Souza Rodrigues, da Escola Estadual Maurício Murgel. Além deles, participaram o bolsista Felipe de Castro Teixeira, uma intérprete de Libras e as alunas voluntárias do curso de Edificações, Isabella da Silva Filipe, Larissa Cristina Souza Santos e Vitória Barbosa Graciano.

A professora se mostrou satisfeita com a repercussão do trabalho no UFMG Jovem. O evento se estrutura como uma feira de ciências e tem como objetivo promover o intercâmbio de trabalhos técnico-científicos e de produções culturais da Educação Básica. Neste ano, 50 trabalhos de todo o estado foram apresentados no Câmpus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais. Vera explica que o evento serviu para expandir esse projeto a outras instituições. “O evento tem uma característica de democratização do conhecimento para todo o estado, não mantemos esse conhecimento apenas no CEFET-MG”.

A premiação, para a professora, é marca da inovação do projeto. “O nosso estande atraiu a atenção de muita gente. Os avaliadores se interessaram muito, e professores e estudantes paravam e queriam saber do que se trata. O trabalho causa muito interesse pelo processo de inovação”.

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Secretaria de Comunicação Social / CEFET-MG