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  • Professor da Eng. de Transportes discute mobilidade no Brasil

    Professor da Eng. de Transportes discute mobilidade no Brasil

     “A busca por eficiência é saudável e traz benefícios para o usuário, que é o foco do serviço, não o serviço em si", Guilherme Leiva

     

    Concorrência no mercado de transporte privado, carro próprio e tarifação de transporte público. Esses são alguns dos assuntos que têm gerado repercussão atualmente, especialmente na era de aplicativos de transporte particular, como Uber, Cabify, 99...

    Para discutir sobre essas temáticas e traçar um painel da mobilidade urbana no Brasil sob diversas perspectivas, entrevistamos o professor de Engenharia de Transportes do CEFET-MG em Belo Horizonte Guilherme Leiva, que é Doutor em Demografia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pós-doutorando em Engenharia de Transportes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com experiência na área de urbanismo, desenvolve pesquisas nas áreas de política e planejamento de transportes.

    1- Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte, em 2015, revelou que 94,9% dos taxistas perceberam uma diminuição da procura por esse serviço. O que justificaria essa queda?

    Isso provavelmente é consequência da situação econômica e política brasileira. No transporte coletivo por ônibus, ocorreu, somente entre 2016 e 2017, uma queda de aproximadamente 15% do número de usuários.
     

    2- Há, atualmente, vasta oferta de transporte particular em aplicativos (Uber, Cabify, 99, só para citar alguns). Eles disputam entre si para ver quem é mais eficiente e quem consegue fidelizar o cliente. Também concorrem, ao mesmo tempo, com o transporte coletivo e a cultura brasileira de se ter o próprio veículo. Em termos de eficiência e economia, quais são as melhores alternativas para o cliente final?

    O transporte coletivo sempre é a melhor opção para o indivíduo e para a sociedade. A escolha com menor rendimento é o transporte individual, que possui uma série de custos que não são considerados pelo proprietário no cálculo final, como manutenção, impostos, etc. Com relação às modalidades táxi e seus derivados (Uber, etc.), a busca por eficiência é saudável e traz benefícios para o usuário, que é o foco do serviço, não o serviço em si. Hoje se percebe que há um equilíbrio na qualidade e na economia da prestação do serviço.


    3 - Foi aprovado na Câmara dos Deputados, em 2016, o Projeto de Lei 5.587, que determina que serviços de transporte individual por aplicativo, como Uber e Cabify, não poderão funcionar sem regulamentação municipal. Agora, o texto será analisado pelo Senado. Quais são os principais argumentos favoráveis e contrários ligados a essa regulamentação?

    Desconheço o texto em sua íntegra, mas acredito que deve haver algum tipo de controle por parte do órgão municipal (responsável pela mobilidade urbana), uma vez que todos os serviços compõem o sistema de transporte dos municípios. Somente fica a dúvida sobre a forma de controle, pois acredito que as formas convencionais, como a autorização, não é a mais adequada para controlar novas formas de prestação de serviço, em especial aquelas cujo suporte é a tecnologia.

    4 - De junho a julho de 2015, 163.226 novos carros foram adquiridos pelos brasileiros, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Isso seria o equivalente a 5.441 caros por dia no país. Em termos fiscais, por que há tanto incentivo à aquisição do carro próprio?

    Há uma matriz econômica e industrial brasileira em que a indústria automobilística é representativa. Além disso, a cultura do automóvel ainda é muito forte, o que retira a fundamental prioridade devida ao transporte público. Esses aspectos orientam ao incentivo à produção e compra do veículo particular.

    5 - A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a questão do transporte coletivo é também uma questão de saúde pública, uma vez que um transporte eficiente diminuiria o número de carros nas cidades, diminuindo também os índices de poluição, acidentes, inatividade física. Entretanto, no Brasil, o transporte coletivo, entre 2000 e 2012, subiu bem acima da inflação. O que justifica essa contradição e quais seriam as alternativas viáveis para incentivar o uso do transporte público no país?

    Há a necessidade de repensar o financiamento da mobilidade urbana. Um sistema em que o usuário é responsável por 100% do custo não distribui de forma equilibrada os benefícios do transporte coletivo. O transporte coletivo deve ser financiado por toda sociedade, pois toda ela se beneficia de um bom sistema. Enquanto não mudarmos essa filosofia, qualquer tipo de mudança na oferta e demanda do sistema será transferida diretamente para o usuário e, consequentemente, no valor da tarifa.

     

    Secretaria de Comunicação Social/CEFET-MG

  • Programa de Formação de Docentes obtém nota máxima em avaliação

    Programa de Formação de Docentes obtém nota máxima em avaliação

    A nota do Ministério da Educação refere-se à renovação de reconhecimento do curso e avaliou instalações físicas, corpo docente e organização didático-pedagógica

    O Programa Especial de Formação Pedagógica de Docentes conquistou nota 5 na avaliação de renovação de reconhecimento do curso, pelo Ministério da Educação (MEC). A avaliação segue uma escala de 1 a 5 e observa a organização didático-pedagógica, o corpo docente, discente, técnico-administrativo e as instalações físicas do curso.

    A avaliação foi feita nos dias 1º e 2 de julho, quando duas avaliadoras do MEC verificaram a documentação específica do curso, como o Projeto Pedagógico, os planos de ensino das disciplinas, os relatórios de estágio, o horário de aulas, além do trabalho da coordenação e produção acadêmica dos professores. “Eles entrevistaram os docentes e alunos, os membros da Comissão Permanente de Avaliação, como também visitaram as instalações do campus II, como Registro Acadêmico, biblioteca, laboratórios de informática, restaurante, sanitários”, detalha a coordenadora do curso, professora Sabina Maura Silva.

    Conforme explica Sabina, a nota reconhece o esforço dos professores. “A nota 5 recebida pelo Programa significa o reconhecimento do trabalho de qualidade desenvolvido aqui e é um grande estímulo para o grupo de docentes envolvidos no curso”.

    O Programa Especial de Formação Pedagógica de Docentes é voltado para candidatos que já tenham concluído um curso de graduação, exceto licenciatura e curso de Pedagogia. Ele habilita os graduados para as disciplinas que integram as quatro séries finais do Ensino Fundamental, o Ensino Médio e a educação profissional em nível médio em Biologia, Física, Matemática, Química, Língua Portuguesa e nos Eixos Tecnológicos dos cursos ofertados pelo CEFET-MG. Para Sabina Silva, “o curso oferecido pelo CEFET-MG destaca-se pela qualificação dos docentes - todos doutores -, com grande experiência no campo da educação, bem como pela estrutura disponível aos discentes”.

    Como são as avaliações do MEC

    Há três tipos de avaliação para os cursos superiores: para autorização, para reconhecimento e para renovação de reconhecimento. O primeiro tipo, para autorização, é feita quando uma instituição pede autorização ao MEC para abrir um curso. O segundo, para reconhecimento, ocorre quando a primeira turma entra na segunda metade do curso; é feita, então, uma segunda avaliação para verificar se foi cumprido o projeto apresentado para autorização. O terceiro, para renovação de reconhecimento, se dá a cada três anos.

    Em todas as avaliações, o MEC envia dois avaliadores – sorteados entre os cadastrados no Banco de Avaliadores (BASis) – à instituição, onde são avaliadas três dimensões do curso: a organização didático-pedagógica; o corpo docente e técnico-administrativo; e as instalações físicas.

    Secretaria de Comunicação Social / CEFET-MG

  • CEFET-MG recebe maquinário para a Unidade de Reciclagem Automotiva

    CEFET-MG recebe maquinário para a Unidade de Reciclagem Automotiva

    Estação elevatória para drenagem de fluídos e facilitadora de desmonte automotivo, importadas da Áustria, pesam mais de cinco toneladas e são fundamentais para o processo de reciclagem

     

    No último dia 13, o CEFET-MG deu mais um passo rumo à criação da primeira planta de reciclagem automotiva da América Latina. Isso porque a Unidade Piloto de Reciclagem Automotiva (UPRA), localizada no campus II (Belo Horizonte), recebeu dois equipamentos importados da Áustria fundamentais para que ocorra o processo de reciclagem: uma estação elevatória para drenagem dos fluídos veiculares (combustível, refrigerantes, entre outros) e uma facilitadora de desmonte automotivo. Juntos, os dois equipamentos pesam mais de cinco toneladas.

    De acordo com o prefeito do campus II, Itamar Gonçalves, que foi o responsável por receber o maquinário, estão sendo feitas as últimas adaptações necessárias na UPRA para instalação dos equipamentos. “Na última semana, demos continuidade à colocação dos tubos pneumáticos para prover toda a Unidade Piloto de ar comprimido; além disso, estamos aguardando a chegada de dois quadros de energia específicos para estas máquinas e finalizando a laje da ‘Casa do Compressor’”, explicou.

    Segundo Daniel Castro, professor do Departamento de Engenharia Mecânica e coordenador do projeto de reciclagem automotiva, com a chegada do maquinário, “a próxima etapa é a entrega técnica, ou seja, a instalação, de fato, dos equipamentos, o que vai depender da conclusão das adaptações elétricas; feito isso, em seguida, vai haver um treinamento com a equipe responsável por operar a Unidade”.

    A Unidade Piloto de Reciclagem Automotiva (UPRA) é uma parceria entre o CEFET-MG, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e a empresa Kaiho Sangyo.

    A reciclagem automotiva no CEFET-MG

    Com a Unidade de Reciclagem Automotiva, o CEFET-MG tem por objetivo implementar um processo de reciclagem de veículos em fim de vida útil, contribuindo com a sustentabilidade do ciclo de produção de automóveis no país.
     

    Secretaria de Comunicação Social/CEFET-MG
     



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